Uma mulher de 26 anos foi presa em flagrante na noite de sábado (4), em Atibaia, suspeita de provocar um incêndio em um veículo durante uma discussão com o companheiro. O caso foi registrado pela Polícia Civil como incêndio (artigo 250 do Código Penal) e ocorreu na Rua Paulo Nabi Siqueira Pires, no Jardim Alvinópolis.
Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para atender uma ocorrência de desentendimento entre um casal.
De acordo com o registro policial, o homem informou que a companheira estaria em surto, portando uma faca e fazendo ameaças de atear fogo no veículo. Ainda conforme seu relato, ela colocou fogo no automóvel enquanto as crianças estavam nas proximidades.
Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram o veículo já em chamas. A equipe realizou o isolamento da área e acionou o Corpo de Bombeiros para combater o incêndio. Uma vizinha informou que a mulher e duas crianças já haviam deixado o local.
Ainda segundo o boletim, a mulher foi localizada em uma rua próxima e abordada pelos policiais. Conforme o registro, ela afirmou ter sido agredida pelo companheiro. No entanto, os policiais relataram que não identificaram lesões aparentes que corroborassem a versão apresentada naquele momento.
Questionada sobre o incêndio, de acordo com o boletim de ocorrência, a mulher admitiu aos policiais que ateou fogo no veículo, afirmando que “perdeu a cabeça”. Posteriormente, já na delegacia, ela optou por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio e informou que deixaria sua manifestação para audiência perante a Justiça.
Em depoimento à Polícia Civil, o homem negou ter agredido a companheira. Ele afirmou que apenas a conteve após ela, segundo seu relato, tentar atingi-lo com uma faca. Disse ainda que, após conseguir deixar o local, a mulher teria lançado a faca em sua direção, pegado a chave do veículo e iniciado o incêndio.
O homem declarou que seu filho mais novo, estava dormindo no banco traseiro do carro no momento em que o fogo começou. Segundo ele, a filha percebeu que o irmão permanecia no interior do veículo, abriu a porta e conseguiu retirá-lo antes que as chamas se alastrassem. Em seu depoimento, afirmou acreditar que, caso a filha não tivesse agido rapidamente, a criança poderia ter morrido.
Após a apresentação da ocorrência, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante da mulher pelo crime de incêndio. Também foi requisitada perícia no local para auxiliar na investigação.
O caso seguirá sob apuração da Polícia Civil. Até o momento, a defesa da investigada não havia se manifestado sobre os fatos.
Por Celso Ricardo







