O prefeito Edmir Chedid (União) comentou nesta quinta-feira (12), durante coletiva sobre a terceira fase do programa Tarifa Zero, a rejeição do projeto do PAC Mobilidade pela Câmara Municipal na semana passada. Segundo o chefe do Executivo, a decisão impede, ao menos por ora, uma reestruturação mais ampla da infraestrutura de transporte urbano da cidade.
Na avaliação do prefeito, a proposta permitiria mudanças estruturais no sistema de mobilidade, sobretudo nos terminais rodoviários urbanos e nos pontos de ônibus. O projeto integrava o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, e previa a contratação de financiamento de até R$ 20 milhões junto à Caixa Econômica Federal para intervenções na rede de transporte público municipal.
Durante a coletiva, Chedid relembrou uma proposta anterior que interrompeu uma tentativa de reconfiguração do modelo de aquisição de ônibus para o sistema. Segundo ele, a prefeitura chegou a avaliar a compra de veículos com tecnologia diferente da prevista inicialmente, incluindo a possibilidade de ônibus elétricos.
No comentário sobre a votação na Câmara, o prefeito mencionou a relação entre a instalação de novos pontos e as responsabilidades da concessionária.
“A empresa tem a obrigação de pagar 200 pontos, mas existem cerca de 800 pedidos na cidade, e seis vereadores não quiseram aprovar o projeto. Quando tentei adquirir os ônibus, que seriam diferentes do programa inicial — inclusive elétricos — não foi possível naquele momento. Os vereadores rejeitaram. Além de pagar o custo do ônibus, a prefeitura ainda paga o lucro do empresário sobre o veículo. Nesse caso, não pagaríamos”, declarou.
Reestruturação prevista nos terminais
O PAC Mobilidade previa uma série de intervenções nos dois principais equipamentos de transporte urbano do município:
- requalificação do Terminal Urbano Turístico Manuel José Rodrigues, na Praça da Poesia
- modernização do Terminal Rodoviário Urbano João Afonso Sólis Garcia, conhecido como Rodoviária Velha
Nos dois espaços estavam planejadas novas plataformas de embarque, iluminação com tecnologia LED, instalação de um Centro de Controle Operacional (CCO) e a criação de um bicicletário integrado à ciclovia existente.
Outro ponto central da proposta era a instalação de 194 novos abrigos metálicos acessíveis e tecnológicos em pontos de ônibus distribuídos pela cidade.






