A Associação Chapecoense de Futebol foi condenada ao pagamento de R$ 450 mil à família do jornalista Giovani Klein Victoria, uma das 71 vítimas do acidente aéreo ocorrido em Medellín, na Colômbia, em 2016. A tragédia vitimou integrantes da delegação que seguia para a final da Copa Sul-Americana.
Na decisão, o juiz entendeu que houve responsabilidade civil objetiva e solidária do clube na contratação do voo operado pela empresa LaMia. O magistrado apontou negligência na escolha da companhia aérea, considerada de risco, motivada por critérios de menor custo.
A sentença estabelece indenização de R$ 150 mil por danos morais para cada um dos três autores da ação — esposa e pais do jornalista. Por outro lado, os pedidos de indenização por danos materiais e pensão mensal foram negados por falta de comprovação de dependência financeira e gastos diretos.
A Chapecoense alegou não ser responsável de forma solidária, argumentando que o jornalista viajava a trabalho como profissional de imprensa, sem vínculo contratual direto com o clube. A defesa também sustentou que a ausência de contrato inviabilizaria a obrigação de indenizar.
Em nota, o clube informou que não irá se manifestar sobre a decisão, pois o processo ainda não transitou em julgado.
Giovani Klein tinha 28 anos, era natural de Pelotas (RS) e atuava na cobertura esportiva pela RBS TV Chapecó desde 2014.







