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Lula diz que nunca pediu favores a ministros que indicou ao STF

Em entrevista ao SBT, presidente também comentou a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado e defendeu mudanças nas regras do Judiciário.

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Lula no STF Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na segunda-feira (19), durante entrevista ao SBT, que nunca pediu favores aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) indicados por ele. Segundo o presidente, as nomeações têm como objetivo escolher magistrados que cumpram a Constituição, sem atender a interesses pessoais do chefe do Executivo.

“Quando eu indico uma pessoa ao cargo, é para ele cumprir o que está na Constituição e não para atender aos interesses do presidente da República”, declarou Lula durante a entrevista.

Entre os atuais integrantes do STF, quatro foram indicados por Lula ao longo de seus mandatos: Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

Lula comenta rejeição de Jorge Messias

Na entrevista, o presidente também falou sobre a rejeição, pelo Senado, da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo. O nome havia sido apresentado por Lula para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso, que se aposentou em 2025.

Messias recebeu 42 votos contrários e 34 favoráveis em votação realizada em 29 de abril de 2026. Foi a primeira rejeição de uma indicação ao STF em 132 anos.

Lula afirmou que não considera ter sofrido desgaste político em razão do resultado e defendeu a qualificação jurídica do indicado.

“Eu indiquei um nome que, juridicamente, tem toda a competência para ser ministro da Suprema Corte”, disse o presidente.

Presidente defende reforma do Judiciário

Durante a sabatina, Lula voltou a defender mudanças no funcionamento do Poder Judiciário, incluindo alterações nos critérios de escolha dos ministros do STF e a definição de mandatos para os integrantes da Corte.

Entre as propostas mencionadas está a criação de um conselho com participação da sociedade civil para contribuir com o processo de escolha dos magistrados. A discussão também envolve a possibilidade de estabelecer um período determinado para o exercício do cargo de ministro do Supremo.

As declarações foram feitas durante a entrevista concedida ao SBT na segunda-feira (19).