Na manhã deste sábado (10), uma ocorrência grave de descumprimento de medida protetiva foi registrada na Avenida Deputado Virgílio de Carvalho Pinto, no bairro Planejada I, em Bragança Paulista.
Guardas Civis Municipais compareceram ao Plantão Policial para apresentar a ocorrência envolvendo uma mulher vítima de seu ex-companheiro. Segundo o relato, a vítima havia obtido uma medida protetiva de urgência em 22 de dezembro de 2025. Por meio de acordo firmado com intermediação de um oficial de Justiça, ficou estabelecido que o investigado poderia permanecer no imóvel apenas até o dia 7 de janeiro de 2026, prazo concedido exclusivamente para a retirada de seus pertences, já que a vítima precisava retornar à residência para retomar suas atividades profissionais.
De acordo com a vítima, ao retornar ao imóvel na data combinada, acreditando que o investigado já tivesse deixado o local, foi surpreendida por ele, que teria surgido por trás apontando uma arma de fogo para sua cabeça, obrigando-a a permanecer na residência. Ainda segundo o relato, o investigado quebrou o aparelho celular da vítima e passou a proferir ameaças de morte, afirmando que, caso ela reagisse, ele a mataria e, em seguida, tiraria a própria vida. A vítima teria permanecido sob grave ameaça por cerca de três horas.
Durante esse período, a mulher relata ter sido submetida a ameaças constantes, tortura psicológica e violência sexual, com penetração vaginal sem consentimento, praticada sob intimidação com o uso da arma de fogo. Ela informou ainda que o investigado realizou gravações em vídeo enquanto colocava a arma em sua cabeça e teria enviado o material a um amigo, cuja identidade não soube informar.
Ainda conforme o boletim, na mesma data, ao se aproximar novamente da residência apenas para verificar se o investigado havia retirado seus pertences, a vítima o avistou sentado na calçada. Ao perceber a presença dela, o homem teria passado a persegui-la correndo pela rua. A vítima buscou abrigo em um estabelecimento comercial, onde recebeu auxílio e a polícia foi acionada. O local possui câmeras de segurança que podem ter registrado os fatos.
Consta também que, no interior do estabelecimento, o investigado entrou sem camisa, visivelmente alterado, exigindo que a vítima saísse com ele e proferindo ameaças aos funcionários. Pessoas que trabalhavam no local intervieram para protegê-la, sendo relatado que o homem chegou a segurá-la com força pelo braço e se recusava a deixar o estabelecimento. Ao ser informado de que a polícia seria acionada, ele teria ameaçado uma funcionária, dizendo que ela “iria arranjar problema para a cabeça”.
Após deixar o local, o investigado retornou em um veículo de cor escura e gritou que voltaria para “pegar todos”, ameaça que teria sido claramente ouvida. Uma das funcionárias manifestou interesse em representar criminalmente contra o investigado.
Foram realizadas diligências para tentar localizar o autor, porém, até o momento, ele não foi encontrado. A vítima recebeu suporte da equipe das Guardiãs da Guarda Civil Municipal, que apresentou a ocorrência e providenciou o encaminhamento para a realização do Protocolo de Violência Sexual na Santa Casa.
A vítima autorizou ser cientificada e notificada sobre eventuais atos de polícia judiciária e judiciais necessários à continuidade do procedimento, por meio de aplicativo de mensagens.







