A Polícia Civil investiga a morte de Agatha Sofia da Silva, de 25 anos, moradora de Bom Jesus dos Perdões (SP). O caso, inicialmente tratado como desaparecimento, passou a ser apurado como feminicídio após o corpo da jovem ser encontrado em uma área de mata, em Nazaré Paulista, cidade vizinha na região bragantina.
O boletim de ocorrência foi registrado na manhã de domingo (8), por volta das 10h35, e atualizado às 16h24 do mesmo dia, quando o companheiro da vítima passou a figurar como investigado formalmente.
A localização do corpo foi resultado de diligências iniciadas após informações prestadas pela mãe de Agatha, que também registrou o desaparecimento. A perícia foi acionada para o local.
Segundo familiares, o corpo apresentava sinais de violência e marcas que indicam briga. Parentes relatam que o casal tinha um histórico de conflitos, com idas e vindas recentes. “A gente até desconfiava, por tantas brigas. Mas nunca imaginamos que seria algo tão sério”, disse uma das parentes.
Desaparecimento e mensagens suspeitas
Câmeras de segurança obtidas pela reportagem mostram Agatha saindo de casa no sábado (6), por volta das 7h26, vestindo pijama e chinelos, logo após o companheiro. Desde então, não há registro do seu retorno. Às 14h, a mãe da vítima recebeu uma mensagem de texto dizendo que Agatha estaria em Bragança Paulista com um cliente — o conteúdo, porém, contradiz as imagens e o fato de ela ter saído com roupas informais.
Ainda segundo o boletim, a mãe relatou comportamento incomum na casa da filha: encontrou o portão aberto, a porta do quarto escancarada e a televisão ligada por volta das 9h. Ao retornar ao meio-dia, a porta já estava trancada. A resposta via mensagem de texto — em vez de áudio, como era habitual — também causou estranhamento.
No mesmo dia, a mãe levou novas informações à delegacia, incluindo as imagens das câmeras e detalhes do comportamento de Rodrigo, companheiro da vítima. Ela informou que o suspeito teria dormido na casa de Agatha após o desaparecimento, deixando o local apenas na segunda-feira (8), às 6h44.
Uma nova mensagem, supostamente enviada do celular da vítima no dia 9, dizia que ela retornaria para casa naquela noite — o que não aconteceu. O carro particular de Agatha permaneceu estacionado na residência, indicando que ela não teria saído por conta própria.
Suspeito teria dito que “fez besteira”
Parentes da vítima relataram ainda que o suspeito ligou para a mãe de Agatha afirmando que iria “sumir” por ter “feito besteira”, poucas horas antes do corpo ser localizado. O carro da empresa que ele usava, um Fiat Mobi branco, também entrou na investigação.
O caso está sob responsabilidade do delegado titular de Bom Jesus dos Perdões. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a causa da morte ou a dinâmica do crime. A investigação segue em andamento.






