Publicidade
Início Bragança Paulista Vereadores empatam votação de veto que mantém nova base de cálculo do...

Vereadores empatam votação de veto que mantém nova base de cálculo do IPTU em Bragança Paulista

Votação do parecer sobre veto ao projeto do IPTU termina empatada e decisão segue para o Plenário da Câmara.

0
Foto: Câmara Municipal de Bragança Paulista
Publicidade

A Comissão de Justiça da Câmara Municipal de Bragança Paulista discutiu, nesta terça-feira (15), o veto integral do Executivo ao Projeto de Lei Complementar 8/2025, que propõe a revogação da nova base de cálculo do IPTU. O veto, de autoria do prefeito Edmir Chedid, recebeu parecer favorável do relator Bruno Leme, que argumentou tratar-se de um dispositivo legal e de interesse público, destacando que 79% dos contribuintes tiveram redução ou apenas reposição inflacionária no imposto.

Dois votos a favor do veto, dois contra. Com isso, a decisão fica nas mãos do Plenário. Enquanto isso, contribuintes seguem à espera de uma definição clara sobre o futuro do imposto.

O relator Bruno Leme defendeu o veto com o argumento de que ele atende ao “interesse público”, destacando que a maior parte da população estaria pagando menos ou apenas com correção inflacionária. Já os vereadores Juninho Boi e Missionária Pokaia discordaram do parecer, refletindo a divisão política em torno do tema.

O impasse chama atenção não só pela natureza técnica do projeto, mas pelo impacto direto no bolso do contribuinte. A revisão da planta genérica do IPTU, aprovada anteriormente, já havia causado controvérsia na cidade — e o veto à tentativa de revogá-la mostra que a discussão ainda está longe do fim.

Na mesma sessão, a Comissão também analisou outros projetos. Um deles foi o PLC 15/2025, também do Executivo, que altera regras do Sistema Municipal de Cultura, flexibilizando o prazo para eleição do Conselho de Cultura. A proposta foi debatida, mas o resultado não foi informado no relatório da sessão.

Outro projeto analisado foi o PL 40/2025, do vereador Ismael Brasilino, que propunha mudanças na legislação sobre ruídos urbanos. O relator Juninho Boi recomendou a rejeição da matéria, por conflito com normas federais. A proposta foi rejeitada pela Comissão.


Onze moções recebem parecer favorável

A Comissão de Justiça também aprovou por unanimidade onze moções, que seguem agora para avaliação do Poder Executivo. Entre elas:

  • Inclusão de atendimento odontológico preventivo em programas esportivos infantis (Moção 117/2025);
  • Realização de gincana estudantil anual nas escolas da cidade (Moção 119/2025);
  • Proposta de construção de um centro de convenções em Bragança (Moção 120/2025);
  • Estudo para captação de patrocínio para campeonatos amadores (Moção 121/2025);
  • Apoio à criação da Delegacia de Crimes Rurais (Moção 124/2025);
  • Estudo para implantação de um crematório municipal (Moção 126/2025);
  • Criação de minibibliotecas comunitárias (Moção 127/2025);
  • Estudo para criação do Poupatempo da Saúde (Moção 128/2025);
  • Solicitação de recursos para grupos escoteiros locais (Moção 129/2025);
  • Instalação de lixeiras de alvenaria na zona rural (Moção 130/2025);
  • Adequações estruturais para atendimento de pacientes obesos (Moção 132/2025).

A Comissão de Justiça é formada pelos vereadores Jota Malon (presidente), Juninho Boi (vice), Bruno Leme, Cláudio Coxinha e Missionária Pokaia. A próxima reunião acontece na terça-feira (22), às 13h, e pode ser acompanhada presencialmente ou pelas redes da Câmara.

▶️ Sessão completa: Assista no YouTube