Um homem foi preso em flagrante em Bragança Paulista após uma denúncia de violência sexual contra a própria companheira. O caso aconteceu durante a madrugada de sábado (31), em uma residência no Centro, e foi atendido pela Guarda Civil Municipal e pela Polícia Civil.
De acordo com o boletim registrado na Delegacia de Defesa da Mulher, a Guarda Civil foi acionada após receber uma denúncia. No endereço, os agentes conversaram com uma adolescente, irmã da vítima, que relatou o que havia acontecido e informou que a mulher estaria com medo de procurar a polícia.
Segundo o relato da vítima registrado no boletim, o companheiro teria exigido uma relação sexual. Diante da recusa, ele teria se tornado agressivo e feito ameaças. A mulher afirmou que foi imobilizada pelo homem e obrigada a manter a relação sexual, apesar da resistência e dos pedidos para que ele parasse. Ainda segundo o registro, houve ameaça de morte.
O boletim informa que a adolescente teria sido retirada do quarto antes do episódio e procurado familiares para pedir ajuda. A ocorrência chegou à Guarda Civil Municipal. O documento também registra um relato de contato físico inadequado envolvendo a adolescente em um episódio anterior, que deverá ser investigado separadamente.
Após a denúncia, os guardas localizaram o suspeito no bairro Bem Viver e o levaram ao plantão policial. Em sua versão, negou ter cometido estupro e afirmou que a relação sexual foi consentida. Também negou ter danificado objetos da residência.
Durante a ocorrência, o homem apresentou mal-estar e foi encaminhado pelo SAMU à UPA Vila Davi, sob escolta da Polícia Militar. Depois de receber atendimento médico, foi liberado e levado novamente à unidade policial.
A autoridade policial considerou configurado o flagrante e determinou a prisão por estupro, em tese. Também houve pedido de prisão preventiva, que depende de decisão judicial.
A vítima foi encaminhada à Santa Casa para realização de exames. A Polícia Civil requisitou exames periciais e adotou providências sobre medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.







