O Museu do Telefone de Bragança Paulista completa 50 anos em 28 de outubro, com um acervo dedicado à história das telecomunicações e à preservação da memória da telefonia no Brasil. Fundado em 1976, o espaço reúne aproximadamente 120 peças históricas e recebeu mais de 7 mil visitantes no último ano, entre moradores e turistas.
A criação do museu ocorreu em 28 de outubro de 1976, durante as comemorações do centenário da invenção do telefone. A iniciativa da então Telecomunicações de São Paulo (Telesp) resultou na inauguração do primeiro museu brasileiro dedicado exclusivamente à história das telecomunicações, instalado no antigo edifício da Companhia Rede Telefônica Bragantina, na Praça José Bonifácio, no Centro de Bragança Paulista.

O espaço é apontado como um dos quatro museus mais antigos do país dedicados ao segmento. A história da telefonia também tem relevância para o município, que, segundo as informações divulgadas, foi a quarta cidade brasileira a contar com serviço telefônico, depois de Rio de Janeiro, São Paulo e Santos.
Acervo reúne diferentes etapas da telefonia
O museu reúne cerca de 120 peças que retratam a evolução dos equipamentos e das tecnologias de comunicação. Entre os itens estão uma representação do experimento conhecido como “latinha com barbante”, aparelhos telefônicos antigos com fio e os celulares popularmente chamados de “tijolões”, que marcaram o início da telefonia móvel no Brasil, na década de 1990.
O acervo também inclui uma réplica do primeiro telefone que chegou ao Brasil, entregue por Alexander Graham Bell ao imperador Dom Pedro II.
Além dos equipamentos, o espaço preserva lembranças relacionadas ao uso do telefone em diferentes épocas, quando fazer uma ligação podia exigir planejamento, espera e a intermediação de telefonistas.
A equipe do museu, formada por Roseli Aparecida Cipriani, Rita Siqueira e Cláudia Rossatto Cimarolli, destaca a relação afetiva da população com os aparelhos e as histórias associadas a eles.
“O telefone é marcante na vida das pessoas. Antigamente, ter um aparelho era um luxo. O museu resgata essa memória afetiva, das notícias alegres às urgências que chegavam pelo toque do telefone”, afirma Roseli.
Museu ganha destaque na imprensa
O Museu do Telefone também foi cenário de uma entrevista para o jornal Valor Econômico, em uma pauta relacionada ao Dia do Telefone e aos 150 anos da invenção do aparelho. Na ocasião, foram apresentados detalhes do acervo e da evolução das telecomunicações.
O espaço também foi tema de entrevista na Rádio CBN 90,5 FM, conduzida pela jornalista Maria Cecília Dallal.
Visitação e preservação histórica
No último ano, mais de 7 mil pessoas visitaram o museu. O número inclui moradores de Bragança Paulista e turistas, segundo as informações divulgadas.
A preservação dos equipamentos e das histórias relacionadas à telefonia permite acompanhar as mudanças tecnológicas que transformaram a comunicação e a maneira como as pessoas se relacionam.
A Prefeitura de Bragança Paulista, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, destaca a importância da preservação e da divulgação dos espaços culturais do município para a valorização da história e da identidade local.







