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Suplente de Sergio Moro se filia ao PL, que poderá ampliar bancada no Senado

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Luis Felipe Cunha (entre Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto) Foto: Beto Barata/ PL
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Luis Felipe Cunha, primeiro suplente do senador Sergio Moro (PL-PR), oficializou sua filiação ao Partido Liberal (PL) na última quinta-feira (8). Com a mudança, a legenda deverá reunir 29 dos 81 senadores na próxima legislatura, tornando-se a maior bancada da Casa. Cunha deverá ocupar a cadeira de Moro pelos quatro anos restantes do mandato, após a eleição do parlamentar para o governo do Paraná, em 4 de outubro.

A chegada de Cunha ao PL ocorre em meio às discussões sobre a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), pauta defendida por setores da direita e por candidatos da legenda durante a campanha eleitoral.

Para que um ministro do Supremo seja condenado em um processo de impeachment no Senado, são necessários 54 votos favoráveis, o equivalente a dois terços dos 81 integrantes da Casa. A composição prevista para 2027 indica que pelo menos 50 senadores já demonstraram apoio ao impedimento de ministros da Corte.

Mesmo com a saída do União Brasil e a entrada no PL, Cunha pretende dar continuidade às principais bandeiras associadas ao mandato de Sergio Moro, com ênfase no combate à corrupção e na segurança pública.

A data em que o suplente assumirá oficialmente a vaga no Senado ainda não foi definida. A posse poderá ocorrer antes ou depois de Moro assumir o governo paranaense, em 6 de janeiro de 2027.

Cunha atuou na coordenação da campanha de Moro ao governo do Paraná, vencida pelo ex-juiz no primeiro turno. Antes da mudança partidária, ambos integravam o União Brasil. A filiação ao PL foi formalizada durante um evento com a presença de Flávio Bolsonaro, do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, e do senador Rogério Marinho (PL-RN).