A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o petista mencionar diretamente as eleições brasileiras durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. A chapa do candidato do PL sustenta que Lula utilizou uma agenda oficial da Presidência para inserir conteúdo eleitoral no pronunciamento e pede uma decisão liminar da Corte para impedir o aproveitamento das imagens na campanha. A ação foi protocolada após o pronunciamento desta terça-feira (22). Embora o material inicial indique “terça-feira (23)”, 23 de setembro de 2026 é uma quarta-feira. Reportagens publicadas nesta quarta confirmam a apresentação da representação ao tribunal.
A representação foi apresentada por Flávio e pelo candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar (PL), contra Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O processo foi encaminhado ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. A chapa Lula-Alckmin e a de Flávio-Gaspar tiveram seus registros validados pelo tribunal no início de setembro.
Segundo a defesa de Flávio, Lula teria desvirtuado o caráter institucional da participação na ONU ao incorporar ao discurso referências à disputa presidencial de 4 de outubro. A campanha argumenta que a utilização posterior das imagens poderia produzir vantagem decorrente de uma estrutura acessível ao petista na condição de chefe de Estado.
A controvérsia se concentra sobretudo na parte final do pronunciamento de Lula na 81ª Assembleia Geral da ONU. O presidente afirmou que os eleitores brasileiros irão às urnas em 4 de outubro para escolher não apenas os próximos ocupantes da Presidência, dos governos estaduais e do Legislativo, mas também entre projetos políticos distintos para o País. O discurso completo confirma que Lula relacionou o processo eleitoral à defesa da democracia, ao combate ao negacionismo e à soberania nacional.







