Renan relata ameaças após sair da prisão e deixa Bragança Paulista

Defesa comunicou a justiça que o zagueiro vinha recebendo ameaças em frente ao condomínio onde morava e deixou a cidade. Ele morava em Bragança Paulista onde jogava pelo Red Bull Bragantino.

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REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
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O jogador Renan, que se envolveu em um acidente com a morte de um motociclista em Bragança Paulista, disse que teve de se mudar da cidade após ameaças de morte. A defesa do comunicou à justiça de que ele mudou de endereço depois de receber ameaças em frente ao condomínio onde morava.

Segundo um dos advogados do defensor de 20 anos, as ameaças teriam ocorrido entre a última sexta-feira (22) e sábado (23), período em que o jogador estava detido. Em razão das ameaças, os representantes do zagueiro solicitaram ao foro de Bragança a mudança de endereço de Renan.

O atleta foi indiciado por homicídio culposo – quando não há intenção de matar – para ser liberado ele teve que pagar fiança de R$ 240 mil e entregar à polícia o seu passaporte. No processo, a defesa alegou que moradores descobriram o endereço do jogador em Bragança Paulista, onde estava morando para representar o Bragantino, time para o qual estava emprestado.

“Após a concessão de sua liberdade provisória, o Peticionário tomou conhecimento, por familiares, de que nessas últimas 24 (vinte e quatro) horas já recebeu ameaças na portada sua residência, tendo motivos concretos para temer por sua integridade física e de sua família. Inclusive, circulam nas redes sociais comentários ameaçadores e vídeos contendo agressividade”, disseram os advogados de defesa.

A vítima, o encarregado Eliezer Pena, ia de moto ao trabalho quando foi atingido pelo Honda Civic do jogador, por volta das 6h30 da manhã. Eliezer era palmeirense e deixou mulher e duas filhas.

Liberdade provisória

Renan estava detido na cadeia pública de Caçapava onde passou a noite, até a audiência de custódia na manhã de sábado. A defesa apresentou à justiça argumentos de que o jogador é réu primário, não tendo cometido outros crimes, e que estava colaborando com as investigações.

O pedido foi acatado pela justiça que deu permissão para o jogador respondesse ao processo em liberdade. A decisão é provisória, pode ser mudada ao longo do processo, e impõe uma série de regras para que seja mantida. Entre elas, que entregue seu passaporte à Polícia Federal, para que não deixe o pais; e não frequentar bares ou casas noturnas.

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