Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, prestou novo depoimento à Polícia Federal nesta quinta-feira (15), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A oitiva faz parte da investigação sobre as operações financeiras realizadas entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), instituição controlada majoritariamente pelo Governo do Distrito Federal.
Preso na Papuda desde 25 de junho, Vorcaro teve sua defesa se manifestando por meio de nota encaminhada à imprensa. Os advogados afirmaram que as transações entre as duas instituições foram legais e seguiram critérios técnicos, com decisões tomadas pelas instâncias de governança dos bancos. Segundo a defesa, as operações não causaram prejuízos ao BRB nem aos seus clientes.
Em relação às carteiras da Tirreno, os representantes do empresário alegaram que a operação não foi concluída e não gerou perdas financeiras ao banco público. A defesa também sustentou que as trocas de ativos entre as instituições teriam apresentado resultados positivos para o BRB. O ex-presidente do banco, Paulo Henrique Costa, também está preso no âmbito das investigações.
Operações entre BRB e Banco Master
Durante o processo que envolveu a tentativa de aquisição do Banco Master, em 2025, o BRB realizou operações financeiras que somaram R$ 16,7 bilhões relacionadas à instituição de Vorcaro.
A proposta de aquisição foi barrada pelo Banco Central. Posteriormente, o banco público identificou irregularidades em parte das carteiras adquiridas, que, conforme as investigações, conteriam ativos fraudulentos ou sem lastro.
As transações passaram a ocupar posição central na apuração da Polícia Federal, que busca esclarecer as responsabilidades dos administradores envolvidos e as circunstâncias que levaram o banco público a assumir uma exposição financeira bilionária.
A investigação também abrange decisões relacionadas à estratégia de expansão do BRB. De acordo com informações atribuídas à Polícia Federal, o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), teria tido “atuação direta” na estratégia financeira adotada pela instituição entre 2024 e 2025.
As suspeitas seguem sob investigação, e as alegações apresentadas pela defesa de Vorcaro representam a versão dos advogados sobre as operações questionadas.







