Uma mulher relatou ter sido agredida pelo próprio filho durante uma ocorrência de violência doméstica registrada na manhã de segunda-feira (5), em Bragança Paulista. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima foi encaminhada para atendimento médico após bater a cabeça durante a queda.
De acordo com o registro policial, o caso ocorreu por volta das 7h15. A mulher contou que o filho teria chegado à residência para pedir uma cinta que utilizaria no trabalho. Como ela informou que não sabia onde estava o objeto, ele teria ficado alterado e a empurrado em direção ao corredor. A vítima relatou que caiu e bateu a cabeça na quina de uma porta.
Ainda conforme o boletim, o homem teria deixado o imóvel após o episódio. A vítima conseguiu chamar outro filho e, durante o deslocamento para atendimento médico, foi auxiliada por um casal. Posteriormente, o filho a encontrou e a levou para a Santa Casa, onde recebeu atendimento, levou três pontos na cabeça e realizou tomografia, segundo o registro policial.
A vítima também declarou ter sido ofendida e ameaçada durante a discussão. Em depoimento complementar, afirmou que, após a queda, o filho teria visto sua situação, mas não prestado socorro antes de sair para trabalhar. Por esse motivo, o boletim também registra a suspeita de omissão de socorro.
O investigado negou ter empurrado ou agredido a mãe. Em sua versão, afirmou que tentava sair para trabalhar e que ela o segurava. Disse que a mulher teria se desequilibrado, enroscado em um tapete e caído, batendo contra a parede. Ele também declarou que perguntou se ela estava bem e deixou o local por estar próximo do horário de trabalho.
A Guarda Civil Municipal foi acionada quando a vítima já estava na Santa Casa. Os agentes foram até a residência, localizaram o investigado e efetuaram a prisão em flagrante. A autoridade policial ratificou a prisão e representou pela prisão preventiva.
O caso foi registrado como lesão corporal contra mulher por razões da condição do sexo feminino, ameaça, injúria, violência doméstica e omissão de socorro. A vítima solicitou medidas protetivas de urgência, incluindo afastamento do investigado do lar e proibição de aproximação e contato.
O boletim informa ainda que havia registro anterior envolvendo as partes e que uma medida protetiva anterior havia sido revogada. O investigado ficou à disposição da Justiça. As circunstâncias da ocorrência serão apuradas pelas autoridades competentes.







