O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a comentar o preço dos alimentos durante entrevista ao Flow Podcast, realizada na quinta-feira (1º). Questionado pelo apresentador Igor Coelho sobre a promessa feita durante a campanha presidencial de 2022, quando Lula falou sobre a possibilidade de os brasileiros voltarem a consumir picanha, o presidente respondeu citando alternativas para quem não consegue comprar carne.
Segundo Lula, o consumidor precisa adaptar a alimentação à sua condição financeira.
“Se não tiver dinheiro para comprar carne, a gente compra ovo. Se não tiver ovo, a gente compra salada.”
Na sequência, o presidente relembrou o período em que trabalhou como metalúrgico e afirmou que, em algumas ocasiões, levava para o trabalho uma marmita composta apenas por arroz e feijão.
A declaração ocorreu em meio às discussões sobre o preço dos alimentos. Durante a entrevista, Lula também reconheceu que os produtos alimentícios continuam caros e afirmou que seu governo trabalha para reduzir os preços.
Contexto da “picanha”
A referência feita pelo entrevistador remete à campanha presidencial de 2022. Naquele período, Lula utilizou a picanha e a cerveja como exemplos de produtos que, segundo seu discurso, deveriam voltar a fazer parte do consumo dos brasileiros com a melhora das condições econômicas.
A nova declaração sobre carne, ovo e salada passou a circular nas redes sociais após a entrevista e gerou repercussão justamente pela comparação com o discurso adotado quatro anos antes. A fala, portanto, não é uma montagem ou uma frase atribuída falsamente ao presidente; o registro da entrevista e a declaração foram confirmados por diferentes fontes.
Observação editorial: eu evitaria o título “Lula manda brasileiro comer ovo ou salada”, porque “manda” acrescenta uma interpretação que não aparece literalmente na declaração. O título acima preserva o conteúdo da fala e deixa claro o contexto.







