A Faros d’Ajuda divulgou o Relatório de Atividades 2025 com dados sobre a gestão do abrigo municipal e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Veterinária (SAMUVET), em Bragança Paulista.
Segundo a Faros, 1.819 animais foram acolhidos ao longo do ano, a maioria cães e gatos em situação de rua, feridos, doentes ou vítimas de maus-tratos. A entidade informa que a média anual de animais abrigados foi de 576, chegando a 635 no fim do ano — número 72% acima da capacidade prevista em convênio.
De acordo com o relatório, todos os animais resgatados apresentavam algum tipo de comprometimento clínico, muitos considerados casos graves. A organização afirma que não realiza eutanásia e adota critérios técnicos para o acolhimento.
Ainda segundo a entidade, o SAMUVET registrou 2.206 ocorrências em 2025. A Faros atribui o volume à ausência de atendimento veterinário público fora do horário comercial e ao aumento de chamados envolvendo animais silvestres e exóticos. O serviço também presta apoio a diligências policiais.
O balanço aponta 271 adoções e 462 saídas classificadas como controladas, incluindo devoluções a tutores, retorno de animais comunitários ao local de origem, encaminhamentos à Associação Mata Ciliar e soltura de animais silvestres em áreas naturais do município.
O relatório também descreve problemas estruturais no abrigo municipal. Segundo a Faros, o espaço não possui baias individuais para internação, opera com canis e gatis coletivos considerados inadequados e apresenta falhas de infraestrutura, como esgoto a céu aberto.
Outro ponto citado pela entidade é que o centro cirúrgico municipal, construído e equipado pela Prefeitura, permanece fechado desde 2020. Conforme o documento, os procedimentos são realizados em área adaptada.
A reportagem aguarda posicionamento da Prefeitura sobre os dados apresentados.






