Publicidade Banner UNIFAG
Início Atibaia Supostas pedras grandes de granizo interrompe partida de futebol em Atibaia; especialistas...

Supostas pedras grandes de granizo interrompe partida de futebol em Atibaia; especialistas avaliam que não seja granizo

0
reprodução Ivo Moreno
Publicidade Banner Energisa

Uma pedra de gelo, pesando aproximadamente 10 kg, interrompeu uma partida de futebol no bairro do Rosário, em Atibaia, na manhã do último domingo, 7. A enorme pedra de gelo, supostamente teria caído do céu a uma velocidade impressionante, causando alvoroço entre jogadores e espectadores.

O fenômeno surpreendeu as dezenas de testemunhas que relataram o incidente. Segundo as testemunhas, o momento foi marcado por um som estrondoso no momento do impacto. A partida foi imediatamente interrompida enquanto todos tentavam entender o que havia ocorrido.

Um dos jogadores presentes, descreveu a cena com perplexidade: “Eu nunca vi nada parecido. Se caísse na cabeça de alguém, a pessoa não estaria mais aqui com a gente. Acredito que foi Deus quem desviou o objeto para não atingir ninguém”. 

Ele também observou que, ao se aproximar do objeto, percebeu que se parecia muito com gelo, mas era extremamente sólido. “Com o impacto no solo, a pedra ou granizo se dividiu em vários pedaços, mas ainda assim eram muito grandes” [SIC], acrescentou.

Especialistas explicam que não é bem assim…

O meteorologista Marcelo Seluchi, Coordenador Geral de Operações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), explica que na verdade o suposto fenômeno pode não possuir origens naturais: “O fenômeno não é de origem meteorológica. Talvez de algum avião, afinal, o granizo se forma de nuvens bem carregadas”

O granizo se forma com nuvens de base muito baixas e topos elevados, isto é, tempestades. Marcelo explica que, quanto maior o granizo, maior deve ser a tempestade, impossível de cair com céu limpo. Ele ainda reforça, “a forma que tem esse granizo, não é a forma natural. O granizo é mais arredondado.”

O engenheiro civil, Pedro Camarinha, também do CEMADEN, reforça a colocação do Marcelo: “Pela minha experiência profissional, de fato, não tem nada haver com granizo, seja por conta da claridade ou pelo formato”