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Cerca de 1.500 árvores serão plantadas em ilhas de calor de Bragança Paulista

Trabalho será iniciado em 25 regiões prioritárias

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O plantio de árvores traz uma série de benefícios para a população e para o município, entre eles, a diminuição das chamadas “ilhas de calor”. E a Prefeitura de Bragança Paulista, por intermédio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, está realizando um trabalho de inventário arbóreo e ainda o mapeamento das regiões prioritárias para o plantio.

A FEALQ (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz), instituição vinculada à USP de Piracicaba, juntamente com a Prefeitura de Bragança Paulista, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (que está realizando a supervisão e acompanhamento), está conduzindo o trabalho de campo desde fevereiro para um mapeamento da arborização urbana de Bragança Paulista. Entre os trabalhos já desenvolvidos, está um relatório de diagnóstico do município com relação à arborização existente.

Tal relatório identificou a existência de chamadas “ilhas de calor”, espaços com poucas árvores, onde a temperatura ambiente é mais alta. Espaços com muito asfalto, por exemplo, apresentam temperaturas mais elevadas.

“O espaço viário é por excelência o local de fluxo de pessoas e toda sorte de produtos e serviços associados à comunidade urbana, é a verdadeira cidade viva e geradora de fluxos dentro do ecossistema urbano. Tais fluxos são próprios e diferentes dos padrões naturais. Outra característica do espaço viário é a intensa impermeabilização do solo constituindo-se em superfícies feitas pelo homem como asfalto, calçadas de diversos tipos de pavimento. Os lotes, oriundos do parcelamento do solo das cidades também são impermeabilizados em casas uni-familiares, prédios de moradia, galpões de fábricas, mercados e prédios públicos e empresariais”, diz o relatório.

O documento também descreve que os raios solares que atingem as superfícies urbanas interferem no meio. “Tais superfícies, ao receberem esta radiação, absorvem, refletem e irradiam esta energia na forma de calor e trocam esse calor com o ar circundante, esquentando e reduzindo a umidade do ar adjacente ao solo. Ao longo do dia, materiais com diferentes calores específicos vão transmitir calor por convecção em intensidades diferentes e possibilitar distintas temperaturas do ar na cidade, com algumas áreas mais quentes do que outras”.

“Nós temos como exemplo o asfalto, que esquenta a superfície e colabora para a diminuição da umidade do ar. Ainda com relação à pavimentação, a elevada amplitude térmica degrada mais rapidamente o material. O plantio de árvores colabora com a manutenção de temperaturas mais agradáveis e ainda com a conservação do asfalto”, explica a Secretária Municipal do Meio Ambiente, Nádia Zacharczuk.

Uma publicação do Serviço Florestal Norte-Americano indicou que uma única árvore frondosa possui o efeito refrescante equivalente a quatro aparelhos de ar-condicionado ligados durante 20 horas. Outra pesquisa norte-americana estimou uma economia de manutenção viária de aproximadamente R$ 15,00 por metro quadrado de asfalto em 30 anos em áreas arborizadas.

O relatório da ESALQ esclarece que as copas das árvores são como caixas de água. “Além de proporcionarem sombra, evitando que o asfalto e demais superfícies ‘esquentem’, estão, por meio da transpiração, liberando água para o ar e auxiliando na manutenção da umidade relativa e temperatura dentro da zona de conforto humano. Portanto, uma cobertura asfáltica de via pública toda coberta por copas de árvores vai proporcionar maior conforto e diminuir demanda de energia e insumos que poderão ser traduzidos em redução do consumo de água pela população, diminuição da necessidade de instalação e uso de condicionadores de ar e diminuição das rachaduras em pisos e buracos no asfalto”.

“Há inúmeros benefícios trazidos pela arborização, como melhora da saúde da população, melhoria microclimática, economia no uso de energia, limpeza do ar, microdrenagem e economia na manutenção do asfalto. Esse trabalho que a Administração Jesus Chedid e Amauri Sodré está realizando é fundamental para que sejam indicadas as áreas para serem arborizadas com maior prioridade e ainda para que possamos ampliar o plantio como um todo no município”, completa Nádia.

Um mapa identifica as regiões mais quentes da cidade e, a princípio, serão plantadas 1.498 árvores, em 25 regiões prioritárias de Bragança Paulista.

Além desse projeto, há outros programas voltados para a arborização urbana em Bragança Paulista, que já resultaram, desde 2017, com mais de 21 mil árvores plantadas.