Preços do arroz e do óleo de soja sobem em supermercados de Bragança Paulista

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Os principais produtos da cesta básica tiveram aumento de preço nos supermercados de Bragança Paulista. Entre os alimentos que estão mais caros está o arroz. Um pacote de 5kg é vendido por quase R$ 30 em um mercado no centro. Além do grão, os preços da carne, do leite longa vida e do pão francês também tiveram reajuste.

A aposentada Maria Aparecida ficou assustada com o preço do arroz quando chegou ao supermercado para fazer as compras na tarde desta quarta-feira (9). O pacote de cinco quilos da marca que ela costuma comprar está sendo vendido a R$ 24,90.

“Não tem condições. A gente tem que pesquisar mesmo, olhar preço, marca, mas está difícil. Está muito caro. Não sei o que nós vamos fazer”, diz.

O aumento não é impressão da aposentada. Só de janeiro a julho deste ano, segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas), os acumulados nos preços do arroz chegam a 21,08%, do leite a 21,62%, do feijão a 23,14% e do óleo de soja a 9,56%. Um novo levantamento com os dados de agosto deve ser divulgado na próxima semana.

A inflação oficial no país até julho é de 0,46%. Mas o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) já mostra que a cesta básica ficou mais cara em 17 de 18 capitais pesquisadas em agosto.

Em São Paulo (SP), o levantamento apontou que comparado a julho, o mês registrou alta de 6,31% só no preço do arroz. Ainda na capital, houve aumentos em outros itens essenciais na mesa do brasileiro como o óleo de soja (14,18%), o leite integral (3,68%) e a carne bovina de primeira (3,37%).

Aumento nos preços
Na tarde desta quarta-feira (9), o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Sanzovo Neto, se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, não há prazo para que o preço do arroz seja reduzido para os consumidores.

Bolsonaro vem reclamando do aumento de determinados alimentos e chegou até mesmo pedir para que os supermercadistas tenham “patriotismo” e margem de lucro “próxima de zero” em produtos essenciais. Segundo Neto, porém, “não há supermercadista cobrando preço abusivo, não temos cartel”.

Em Minas Gerais, a Amis informou que vem trabalhando para encontrar uma solução que amenize a subida de preços. “A Amis e todas as demais associações supermercadistas do Brasil, junto à Associação Brasileira de Supermecados, tem dialogado com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e com fornecedores e já pediu providências à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre os reajustes de preços dos itens.”

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