O prefeito de Adeildo Nogueira enfrenta, nesta terça-feira (10), uma votação na Câmara Municipal que pode culminar no afastamento de seu mandato.
Mesmo sob intensa pressão política às vésperas da sessão, o chefe do Executivo manteve sua posição e sancionou a Lei Orçamentária Anual (LOA), vetando a destinação de R$ 6 milhões que seriam utilizados para a construção de um novo prédio para o Legislativo.
O processo que tramita na Câmara tem como base denúncias que apontam, entre outros pontos, suposta falta de fiscalização em situação envolvendo a marmita de um servidor, além de questionamentos sobre um ofício encaminhado ao Legislativo que foi assinado pela chefe de gabinete — quando vereadores sustentam que a assinatura deveria ser do próprio prefeito.
Também consta na acusação o pagamento de despesas do hospital relacionadas a um contrato emergencial firmado ainda na gestão anterior, cujos empenhos e reservas orçamentárias já estariam previamente pactuados.
Apesar do cenário adverso, Adeildo Nogueira não recuou. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o prefeito foi enfático ao justificar o veto: segundo ele, não há condições de autorizar mais R$ 6 milhões para a construção de um prédio considerado “luxuoso” enquanto a cidade enfrenta escassez de medicamentos, falta de insumos hospitalares, demora na realização de exames e consultas, filas por cirurgias, além da necessidade de ampliação e estruturação da rede básica, com novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
“Priorizar um prédio neste momento não atende ao interesse público”, afirmou o prefeito, ao defender que os recursos sejam direcionados à saúde e a serviços essenciais. A decisão contraria expectativas de aliados e críticos que apostavam em um recuo diante da iminente votação. Para o Executivo, o veto reafirma a escolha por prioridades sociais em um contexto de restrições orçamentárias.
Com a sanção da LOA e a manutenção do veto, fica impedida a construção da nova sede da Câmara Municipal nos moldes previstos. A sessão desta terça-feira será decisiva para o futuro político do prefeito e deve acirrar ainda mais o embate entre os Poderes em Campo Limpo Paulista, em um momento de forte polarização e atenção da população.







