Um caso de suposta extorsão mediante sequestro mobilizou a Polícia Civil na manhã do dia 5, por volta das 7h, após um homem procurar a delegacia relatando que sua companheira estaria sendo mantida em cativeiro e que criminosos exigiam dinheiro para libertá-la.
De acordo com o registro policial, o homem informou que mantém união estável com a vítima, que havia saído de Extrema (MG) com destino a Barretos (SP) para dar continuidade a um tratamento oncológico. A viagem teria sido realizada com a ajuda de um casal desconhecido, que ofereceu transporte e hospedagem, já que a mulher não desejava permanecer internada no hospital da cidade.
Inicialmente, o contato entre o casal ocorria normalmente por meio de mensagens, nas quais a mulher afirmava estar no hospital e passando por procedimentos médicos. No entanto, na manhã desta quarta-feira, o companheiro passou a receber mensagens do mesmo número de telefone da vítima, mas enviadas por terceiros. Nessas mensagens, os interlocutores afirmavam que a mulher havia sido sequestrada e exigiam o pagamento de R$ 5 mil para sua liberação.
Segundo o relato, ao informar que não possuía o valor exigido, o homem passou a receber ameaças graves, incluindo a possibilidade de morte da vítima e ocultação do corpo. O tom das mensagens aumentou a preocupação e reforçou a suspeita de que se tratava de um crime em andamento.
O declarante afirmou ainda que, embora a companheira costume realizar tratamento médico em Barretos, não é comum que ela aceite ajuda de pessoas desconhecidas, o que aumentou o alerta. Ele também descartou a hipótese de que as mensagens estivessem sendo enviadas voluntariamente pela vítima, afirmando que não havia conflitos recentes entre o casal.
Diante da gravidade da situação, foram feitos contatos com hospitais de Barretos e Olímpia, porém não houve confirmação de entrada ou internação da paciente. A polícia também confirmou que o número de telefone utilizado nas mensagens pertence, de fato, à vítima.
Durante as consultas aos sistemas policiais, foi localizado um registro anterior de violência doméstica, feito pela mulher contra o companheiro. Questionado, ele alegou que, à época, a vítima estaria internada e desorientada, e que não houve desentendimentos reais entre eles.
A Polícia Civil também entrou em contato com a Delegacia de Barretos, que informou não ter conhecimento de ocorrência semelhante ou registro relacionado ao caso naquele município.
Diante dos fatos, a autoridade policial determinou o registro formal da ocorrência, a comunicação aos setores competentes e o encaminhamento do caso para a delegacia responsável pela área onde os fatos teriam ocorrido, para aprofundamento das investigações e apuração da possível prática de extorsão mediante sequestro.







