A conta de água da Sabesp terá reajuste médio de 6,11% a partir de 1º de janeiro de 2026, índice definido pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). O percentual corresponde exclusivamente à variação acumulada do IPCA entre julho de 2024 — início do novo contrato — e outubro de 2025. Segundo o governo paulista, não há aumento real para o consumidor.
Na prática, para uma residência com consumo entre 11 m³ e 20 m³, o custo por mil litros passará de R$ 6,01 para cerca de R$ 6,40. A Arsesp afirma que a tarifa resultante da primeira revisão do novo modelo ficou 15% abaixo da que seria registrada caso a Sabesp seguisse como empresa estatal, conforme a projeção contratual.
Esta é a primeira revisão tarifária após a privatização da companhia. O diretor-presidente da Arsesp, Daniel Antonio Narzetti, afirma que o processo segue exatamente o que está previsto no contrato e reforça “a importância de uma regulação forte, independente e transparente”.
Além do reajuste inflacionário, a agência também analisou a chamada tarifa de equilíbrio, mecanismo previsto para compensar investimentos realizados pela concessionária. Após auditoria dos valores, o impacto sobre o Fundo de Apoio à Universalização do Saneamento (Fausp) foi de apenas 0,026%, considerado nulo pelos técnicos.
Criado durante a privatização, o Fausp recebeu 30% do valor obtido na venda da Sabesp e continua sendo abastecido pelos dividendos repassados ao Estado, que mantém 18,3% das ações. O fundo atua para manter as tarifas mais baixas do que seriam sob o antigo modelo, reduzindo distorções e garantindo modicidade.
Com o novo contrato, o governo afirma que o sistema tarifário tende a ser mais previsível, já que o modelo “backward looking” permite remuneração somente sobre investimentos já realizados e comprovados. A administração paulista sustenta que esse formato incentiva a concessionária a cumprir metas e ampliar a infraestrutura com maior eficiência.







