A partir do dia 1º de outubro, o Sistema Cantareira — principal fonte de abastecimento da Grande São Paulo — passará a operar com restrição de captação, após atingir menos de 30% de volume útil. A medida, que não era adotada desde janeiro de 2022, foi anunciada pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pela Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas).
Com isso, a Sabesp poderá captar até 23 metros cúbicos por segundo (m³/s), em vez dos 27 m³/s permitidos atualmente.
A decisão é uma resposta ao período de estiagem e ao nível crítico das represas que compõem o sistema. Outras medidas adotadas incluem:
- Bombeamento de água de reservatórios mais distantes, como o Jaguari (na divisa com Minas Gerais);
- Redução da pressão da água em regiões metropolitanas, das 19h às 5h;
- Corte no fornecimento em horários de menor consumo;
- Reforço em ações para evitar perdas na rede de distribuição.
Além disso, o governo estadual suspendeu a concessão de novas outorgas para captação de água nas bacias hidrográficas do estado, salvo em casos emergenciais.
“Estamos atuando com planejamento para enfrentar a estiagem com o menor impacto possível”, afirmou Camila Viana, presidente da SP Águas.
O Sistema Cantareira é formado por cinco reservatórios e abastece cerca de 9 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo.






