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Mais de meio bilhão de reais saiu de cidades da região bragantina para pagar impostos em 2024

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Foto: SECOM
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Por Iago Yoshimi Seo

Contribuintes de quatro cidades da região bragantina pagaram juntos mais de R$ 584 milhões em impostos em 2024. O montante arrecadado foi destinado aos cofres públicos do Estado de São Paulo e à União. 

Segundo os dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), quatro cidades da região bragantina arrecadaram, somadas juntas, R$584.989.236,21 em 2024. As cidades compiladas pelo Jornal Mais Bragança foram Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Bragança Paulista e Piracaia.

Ainda segundo os dados disponíveis, houve um aumento na arrecadação de 18,74% em relação a 2023, quando o valor do montante arrecadado nas quatro cidades era de R$492.685.925,94.

Os valores são referentes ao período de 1 de janeiro de 2024 até 31 de dezembro do mesmo ano. Segundo o “Impostômetro”, a arrecadação no estado de São Paulo representa 37,39% da arrecadação do Brasil, sendo as empresas as maiores contribuintes do estado.

AtibaiaR$280.781.455,43
Bom Jesus dos PerdõesR$36.483.983,55
Bragança PaulistaR$238.997.063,07
PiracaiaR$28.726.734,16
Total:R$584.989.236,21

Segundo Pedro Jadon do Diário do Comércio, os impostos contabilizados para o cálculo da arrecadação são com base nos impostos municipais, estaduais e federais.

Impostômetro atinge R$ 3,6 trilhões e registra aumento de 18,4% em 2024

O Impostômetro, painel da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que acompanha em tempo real a arrecadação tributária no Brasil, atingiu pela primeira vez a marca de R$ 3,6 trilhões no fim de dezembro. O montante, que reflete o total de impostos, taxas e contribuições pagos pelos brasileiros aos governos federal, estadual e municipal, inclui multas, juros e correções monetárias acumuladas desde o início de 2024.

Segundo Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, para o Diário do Comércio, o aumento é resultado do fortalecimento da atividade econômica, do aumento da renda, da geração de empregos e do impacto da inflação. 

“Nosso sistema tributário é baseado no consumo. Com a expansão econômica, a arrecadação cresce, especialmente porque muitos impostos são cobrados sobre preços, o que é influenciado pela inflação”, explicou.

A elevação das alíquotas do ICMS em diversos estados também contribuiu para o avanço da arrecadação. Gamboa destacou que o imposto, fundamental para a receita estadual, foi reajustado como estratégia para garantir maior participação na futura arrecadação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Este substituirá o ICMS e outros tributos como parte da reforma tributária em curso.

O economista ainda ressaltou que fatores adicionais, como a reintegração do PIS e COFINS sobre combustíveis, também ajudaram a impulsionar o resultado. “A arrecadação, seja federal, estadual ou municipal, está diretamente ligada ao desempenho econômico e às alterações nas políticas tributárias”, afirmou.