A Prefeitura de Bragança Paulista anunciou um conjunto de ações para reestruturar o Abrigo Municipal de Cães e Gatos, que há anos enfrenta dificuldades estruturais, operacionais e de funcionamento. A proposta prevê mudanças na gestão, investimentos e medidas para reorganizar os serviços voltados ao acolhimento e atendimento de animais.
Segundo a administração municipal, desde 2025 foram realizados levantamentos técnicos para identificar os principais problemas da unidade. Entre os pontos apontados estão limitações estruturais, ausência de padronização técnica, paralisação da clínica veterinária e dificuldades operacionais que afetam o funcionamento do abrigo.
A partir desse diagnóstico, o município estruturou um pacote de ações voltado à reorganização da política pública de proteção e bem-estar animal. As medidas incluem planejamento, investimentos e estratégias voltadas à melhoria do atendimento e das condições de acolhimento dos animais.
Entre as iniciativas está a abertura de licitação, publicada em 4 de março, para contratação de gestão especializada para o abrigo. O processo segue as diretrizes da Lei nº 14.133/2021 e normas do Conselho Regional de Medicina Veterinária, com investimento estimado em R$ 3 milhões.
A proposta prevê a formação de equipe técnica qualificada, definição de critérios de funcionamento e acompanhamento do poder público. A licitação também inclui a reabertura da clínica veterinária municipal, localizada ao lado do abrigo.
Apesar da abertura do processo, a licitação foi temporariamente suspensa após uma representação apresentada ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). O município informou que irá apresentar as justificativas solicitadas pelo órgão e aguarda as determinações para dar continuidade ao processo.
De acordo com a prefeitura, os investimentos totais previstos para a reestruturação do Abrigo Municipal superam R$ 8 milhões.
O projeto foi apresentado no último mês durante reunião na prefeitura, com a participação do prefeito Edmir Chedid, da vice-prefeita Gislene Bueno (Gi Borboleta), da secretária municipal de Meio Ambiente em exercício Carolina Mourão, do vereador Bruno Leme, de representantes da causa animal e de integrantes da Associação Faros.
Durante o encontro, representantes da Faros informaram que, diante das atuais demandas do abrigo, a entidade não teria condições de atender a totalidade das necessidades do serviço.
Segundo Carolina Mourão, o modelo de gestão adotado até então apresenta limitações para enfrentar os desafios estruturais e operacionais da unidade. A secretária afirmou que a reorganização busca ampliar a política pública de proteção animal no município e destacou que a Faros poderá continuar colaborando em campanhas educativas, projetos voltados ao bem-estar animal e futuras parcerias.







