O Museu do Telefone de Bragança Paulista voltou a ganhar projeção nacional após ser tema de reportagem do jornal Valor Econômico em celebração ao Dia do Telefone, comemorado em 10 de março. O espaço é considerado um dos quatro museus mais antigos do país dedicados ao tema e o primeiro voltado exclusivamente às telecomunicações no Brasil.
Durante a entrevista, a monitora e servidora municipal Roseli Aparecida Cipriani apresentou parte do acervo e destacou a evolução tecnológica das comunicações ao longo de 150 anos da invenção do telefone, criado por Alexander Graham Bell.

Além da repercussão nacional, o museu também foi destaque em entrevista na rádio CBN, transmitida pela CBN 90,5 FM, ampliando a divulgação do espaço e de sua importância histórica para o desenvolvimento das telecomunicações no país.
Acervo reúne peças históricas e memórias do cotidiano
Com cerca de 120 peças, o museu apresenta equipamentos que marcaram diferentes fases da comunicação. Entre os itens expostos estão desde experiências sonoras antigas — como a chamada “latinha com barbante”, associada a experimentos de vibração sonora do século XVII — até aparelhos celulares populares na década de 1990, conhecidos como “tijolões”.
Um dos destaques da coleção é a réplica do primeiro telefone que chegou ao Brasil, entregue por Alexander Graham Bell ao imperador Dom Pedro II.
O museu funciona em um prédio histórico preservado pela Prefeitura na Praça José Bonifácio, no centro da cidade. Além da exposição, o local reúne objetos e relatos que ajudam a preservar memórias ligadas ao cotidiano das pessoas.
Segundo Roseli Cipriani, o telefone teve papel marcante na vida social ao longo do tempo.
“Antigamente, ter um aparelho telefônico era considerado um luxo. O museu resgata essa memória afetiva, das notícias felizes às urgências que chegavam pelo toque do telefone”, afirma.
Pioneirismo em telecomunicações
A história da telefonia também está ligada ao desenvolvimento de Bragança Paulista. O município foi a quarta cidade brasileira a receber serviço telefônico, após Rio de Janeiro, São Paulo e Santos.
O interesse do público tem crescido nos últimos anos. Em 2024, mais de 7 mil pessoas visitaram o museu, entre moradores da cidade e turistas.
Mudanças na comunicação
A reportagem publicada pelo Valor Econômico também abordou as transformações recentes na área de telecomunicações, como a redução do uso da telefonia fixa e a desativação gradual de telefones públicos.
Com o avanço dos smartphones, aparelhos que concentram funções de trabalho, lazer e educação, a preservação do museu passa a ter também papel educativo.
Segundo a administração municipal, manter o espaço é uma forma de registrar a trajetória da comunicação e apresentar às novas gerações como surgiram as tecnologias atuais.






