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TJD-SP suspende Gustavo Marques por 12 jogos após declaração machista

Declaração foi feita após derrota para o São Paulo nas quartas de final do Paulistão. Jogador também foi multado em R$ 30 mil pela Justiça Desportiva.

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Foto: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino
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O zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, foi suspenso por 12 jogos pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de São Paulo (TJD-SP) após declarações consideradas machistas contra a árbitra Daiane Muniz. O julgamento ocorreu na quarta-feira (4).

Além da suspensão em competições estaduais, o jogador também foi condenado ao pagamento de multa de R$ 30 mil.

A punição foi aplicada com base nos artigos 243-G e 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que tratam de atos discriminatórios e de ofensa à honra.

As declarações foram feitas após a derrota do Bragantino por 2 a 1 para o São Paulo, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. Na saída de campo, em entrevista, o jogador criticou a Federação Paulista de Futebol pela escolha da arbitragem.

Na ocasião, Gustavo Marques afirmou que não concordava com a escalação de uma mulher para apitar uma partida de grande porte, comentário que gerou repercussão e críticas nas redes sociais e no meio esportivo.

Em seguida, ele também declarou que a árbitra teria prejudicado o desempenho do Bragantino na partida.

Pedido de desculpas

Após a repercussão negativa, o zagueiro procurou a equipe de arbitragem ainda no estádio para pedir desculpas. Posteriormente, também se manifestou publicamente, afirmando que falou sob efeito do nervosismo após a eliminação.

Em entrevista, o atleta reconheceu que errou e pediu perdão às mulheres pelas declarações.

Punição interna do Bragantino

Além da punição aplicada pela Justiça Desportiva, o Red Bull Bragantino também adotou medidas internas contra o jogador.

O clube aplicou multa equivalente a 50% do salário do atleta e o retirou da partida contra o Athletico-PR, realizada posteriormente pelo Campeonato Brasileiro.

Segundo o clube, o valor da multa foi destinado à ONG Rendar, organização que atua no apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade social na região de Bragança Paulista.

Procurado para comentar a decisão do TJD-SP, o Bragantino informou que não irá se manifestar novamente sobre o caso, pois já havia divulgado posicionamento anteriormente.