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Homem é sequestrado e mantido em cativeiro após suposto encontro amoroso por aplicativo

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Foto: google.com/maps
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Após o desaparecimento registrado em Bragança Paulista no dia 29, o homem foi localizado com vida e, em depoimento à polícia, relatou os momentos de horror que viveu. O desaparecimento estava inicialmente relacionado a um encontro que ele teria marcado por meio de um aplicativo de relacionamento, mas a situação tomou um rumo ainda mais grave quando o homem foi sequestrado e mantido em cativeiro.

De acordo com seu relato, por volta das 21h30 do dia 29 de janeiro, ele solicitou uma corrida por aplicativo de transporte (Uber) com destino à Rua Cereja, no Condomínio Orquídeas, em Cidade Tiradentes, São Paulo. Ao chegar ao local, cerca de uma hora depois, ele e o motorista do aplicativo foram abordados por quatro ou cinco indivíduos armados, que os forçaram a trocar de veículo. Durante a ação, o depoente sofreu uma coronhada na cabeça, sendo imediatamente levado a um outro veículo, onde permaneceu com a cabeça abaixada por cerca de 40 minutos, até ser levado a uma residência desconhecida, onde foi mantido em cativeiro.

O homem relatou que, no local, foi severamente agredido e forçado a permanecer de costas, momento em que os sequestradores utilizaram uma furadeira para tentar obter as senhas dos seus aplicativos bancários. Os criminosos tiveram acesso ao seu celular e realizaram diversas movimentações financeiras, incluindo compras e transferências bancárias. De acordo com o depoente, cerca de R$ 1.600,00 foram subtraídos de sua conta, além de tentarem acessar uma quantia de R$ 14.000,00, que acabou sendo bloqueada após um erro na operação.

Ainda segundo o relato, os sequestradores se revezavam na vigilância do cativeiro, chegando a ter entre três a oito indivíduos armados no local, e realizaram vídeos simulando disparos com as armas. Por volta das 6h ou 7h da manhã, um dos criminosos informou que o motorista do aplicativo seria liberado, pois o veículo foi rastreado pela polícia. Mais tarde, outro dos sequestradores trouxe o celular da vítima para que ele entrasse em contato com o banco e desbloqueasse valores que estavam retidos.

Após novas movimentações financeiras realizadas pelos sequestradores, o homem foi finalmente liberado por volta das 10h da manhã. Antes de sair, ele pediu para trocar de camisa devido ao sangramento na cabeça, o que foi autorizado. No entanto, seus documentos pessoais não foram devolvidos. O homem foi então conduzido a pé por cerca de 1 km, sendo orientado a fingir estar embriagado, caminhando descalço e com a cabeça baixa. Ao ser instruído a seguir sozinho até uma esquina, onde supostamente receberia seus pertences, ele não encontrou ninguém. Ele então conseguiu ajuda, pegou um ônibus e chegou à estação de Itaquera, por volta das 13h.

Embora tenha sido liberado, o depoente não conseguiu identificar os sequestradores, pois eles mantinham o rosto coberto e exigiam que ele ficasse o tempo todo olhando para baixo. Ele conseguiu apenas relatar características parciais de vestimenta de um deles.

O caso segue sob investigação pela Polícia Civil, que agora trabalha para identificar os responsáveis pelo sequestro e as movimentações financeiras realizadas de forma ilegal.