Um homem foi preso em flagrante na manhã desta terça‑feira (20) após uma denúncia de agressão física contra a própria mãe no bairro Bragança F2, em Bragança Paulista.
De acordo com a Guarda Civil Municipal, a equipe foi acionada pela central de comunicação (CCO) para atender uma ocorrência de violência doméstica com lesão corporal, dano ao patrimônio, uso de entorpecentes e ameaça. Ao chegarem ao endereço informado, os agentes constataram que o suspeito havia se evadido.
Durante diligências, o homem foi localizado pelos guardas uma rua acima da residência da vítima, visivelmente sob efeito de maconha e bebida alcoólica. A mãe relatou que ele teria torcido o dedo dela, lançado uma lata de tinta contra seu corpo, desferido um tapa no rosto e causado danos à casa, incluindo vidros quebrados.
Apesar de apresentar lesões na mão direita, a mulher mudou posteriormente sua versão ao ver o filho dentro da viatura policial, afirmando que ele era inocente e que não desejava que fosse preso. A filha presente no local informou que a mãe havia corrido pela rua pedindo socorro.
Áudios apresentados pela outra filha relatavam pedidos de ajuda e afirmavam que o homem estava agredindo a mãe e quebrando objetos na residência. Ainda assim, a vítima recusou atendimento médico, exame de corpo de delito e solicitou que nenhuma medida protetiva fosse tomada.
As irmãs relataram que o homem é usuário de drogas e álcool, possui histórico de agressões anteriores e já foi detido com base na Lei Maria da Penha. Elas também relataram furtos de itens da casa da mãe e ameaças proferidas contra a família.
Na posse do suspeito, foi encontrada uma trouxinha de maconha, que foi formalmente apreendida. Durante o registro da ocorrência, ele dirigiu ameaças de morte às irmãs, o que motivou o pedido de medidas protetivas de urgência, uma vez que os familiares temem pela própria segurança.
Diante dos fatos, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante e solicitou perícia técnica no local para constatar os danos no imóvel. Após ser submetido a exame de corpo de delito, o homem permanece à disposição da Justiça. A autoridade ainda representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, considerando o histórico de violência e o risco à integridade das vítimas.







