Localizado na região bragantina e responsável pelo abastecimento de grande parte da Grande São Paulo, o Sistema Cantareira opera nesta semana com 20,2% da capacidade, menos da metade do volume registrado no mesmo período do ano passado, quando os reservatórios estavam com 50,9%. O índice mantém o sistema na Faixa 4 – Restrição, segundo as regras de operação vigentes.
A queda no volume ocorre mesmo durante o período considerado úmido. Em dezembro, o Cantareira não apresentou recuperação e registrou redução de 20,99% para 20,18%. Em 2025, o volume de chuvas ficou abaixo da média histórica: foram 1.141 milímetros, o equivalente a 77% do esperado para o ano. Em um intervalo de dez anos, o índice só foi maior do que o registrado em 2021.
A situação pressiona ainda mais o sistema, especialmente com a chegada do período seco, quando a tendência é de diminuição natural dos níveis dos reservatórios. Especialistas alertam que, além da falta de chuvas regulares, os episódios de precipitações intensas e concentradas dificultam a infiltração da água no solo e a recuperação dos mananciais.
Com o Cantareira acima do limite mínimo de 20%, a Sabesp segue autorizada a retirar até 23 metros cúbicos por segundo (m³/s) em janeiro de 2026. Caso o nível caia abaixo desse patamar, o sistema entra na Faixa 5 – Especial, com restrições ainda mais severas.
Para garantir o abastecimento da capital e da Região Metropolitana, a Sabesp também pode complementar o volume com água da bacia do Rio Paraíba do Sul, por meio da interligação com a represa Jaguari, funcionando como um reforço ao Cantareira.
O Sistema Cantareira abastece cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo e atende também municípios das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Ele é formado por cinco reservatórios interligados e tem capacidade total de 981,56 bilhões de litros. O monitoramento dos níveis é feito diariamente por órgãos estaduais e federais, que avaliam a necessidade de ajustes nas regras de operação.







