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Intoxicação por metanol faz 3 vítimas fatais em SP; Bragança ainda tem paciente internado

SP confirma 9 casos e 3 mortes por metanol em bebidas. Bragança Paulista tem paciente internado e autoridades estaduais investigam outras 10 possíveis intoxicações. Alerta nacional foi emitido.

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A grave intoxicação sofrida por um homem de 52 anos em Bragança Paulista, após o consumo de bebida alcoólica suspeita de estar adulterada com metanol, passou a fazer parte de um cenário ainda mais preocupante em São Paulo. Nos últimos 25 dias, o estado já soma nove casos confirmados de intoxicação e três mortes provocadas pela substância altamente tóxica. Além disso, outras ocorrências estão sob investigação.

Segundo o Centro de Vigilância Sanitária (CVS), as mortes foram registradas na capital paulista e em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Na capital, um homem de 54 anos morreu no dia 15 de setembro, após apresentar sintomas seis dias antes. Já em São Bernardo, dois homens — um de 48 anos e outro de 45 — faleceram após internações com sinais de intoxicação por metanol.

O caso de Bragança, revelado na semana passada, segue sob acompanhamento médico. A vítima, de 52 anos, foi encontrada inconsciente em casa e passou dez dias em coma. Ele permanece hospitalizado. A suspeita é de ingestão de bebida contaminada com metanol — composto químico altamente tóxico que pode causar cegueira, falência de órgãos e morte mesmo em pequenas doses.

Além dos casos fatais, há novas suspeitas sendo apuradas: a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da capital paulista confirmou que investiga 13 casos de intoxicação, sendo que três pacientes permanecem internados, cinco receberam alta e cinco estão sob análise. O CVS, por sua vez, confirma seis casos oficialmente e investiga outros dez em todo o estado.

Os episódios acenderam o alerta das autoridades de saúde e segurança. O Ministério da Justiça classificou os registros como fora do padrão pela frequência, gravidade e pelas circunstâncias de consumo — em bares, festas, eventos sociais e não apenas em situações de vulnerabilidade, como ocorria em casos anteriores.

O risco de surto levou à emissão de uma nota técnica urgente da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), com recomendações a estabelecimentos comerciais. Entre as orientações estão: aquisição apenas de fornecedores legalizados, conferência de nota fiscal, verificação do lacre e aparência do rótulo, além da rastreabilidade do produto.

Estabelecimentos também são orientados a interromper imediatamente a venda de qualquer bebida com suspeita de adulteração e a comunicar a Vigilância Sanitária, Polícia Civil, Procon e outros órgãos competentes. Consumidores com sintomas como visão turva, tontura, náuseas ou dor de cabeça intensa devem procurar atendimento médico com urgência. O canal da Anvisa (Disque-Intoxicação 0800 722 6001) está disponível para orientações.

A comercialização de produtos adulterados é crime, conforme o Artigo 272 do Código Penal, e pode gerar sanções severas aos responsáveis. A suspeita das autoridades é que falsificadores estejam atuando em diferentes cidades paulistas.

Em Bragança Paulista, onde um dos casos mais graves foi registrado, o alerta já se espalha entre bares e distribuidores. A fiscalização deve se intensificar nos próximos dias.