A Polícia Civil de Bragança Paulista investiga um caso registrado como morte suspeita, ocorrido na noite do último sábado, 27, no bairro Araras dos Moris, por volta das 22h.
De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas via COPOM para atender uma ocorrência de briga generalizada. Ao chegarem ao endereço informado, os policiais constataram que o tumulto já havia cessado. No entanto, momentos depois, uma nova chamada foi feita, desta vez relatando um possível atentado contra a vida.
No local, os agentes encontraram um homem já em óbito, pendurado por uma corda no pescoço. A morte foi confirmada por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), com laudo inicial assinado pelo médico de plantão.
Durante as diligências, uma testemunha ocular relatou que a vítima morava com a companheira há cerca de três meses, e que o relacionamento entre eles era conturbado, com discussões frequentes. Segundo o relato, no dia do ocorrido, os dois estariam em conflito verbal desde as primeiras horas da manhã, por volta das 9h30.
A testemunha informou ainda que, ao perceber a discussão, viu a mulher na porta da residência e, em seguida, avistou o homem já suspenso pela corda. Tentou prestar socorro, mas a vítima já estava sem sinais vitais. Chama a atenção dos investigadores o fato de que a mulher não demonstrou reações emocionais condizentes com a gravidade da situação.
A equipe de perícia recolheu a corda, que, segundo o laudo inicial, apresentava nó frouxo e se desfez com facilidade, o que levantou dúvidas sobre a dinâmica dos acontecimentos. Durante a inspeção preliminar do corpo, foram observadas lesões no pé, costas e tornozelo da vítima, mas, até o momento, não é possível afirmar se essas marcas têm relação direta com a causa da morte.
Ainda segundo a Polícia Civil, foi verificado que a companheira da vítima possuía um mandado de captura em aberto, em regime semiaberto, por crime previsto no artigo 163 do Código Penal (dano). Ela foi conduzida à delegacia para cumprimento da medida judicial.
A testemunha também relatou que tanto a vítima quanto sua companheira seriam usuários de entorpecentes. A Polícia Civil segue com as investigações, tentando identificar outras testemunhas ou familiares que possam contribuir para o esclarecimento do caso.







