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Mulher sofre tentativa de estupro durante corrida de aplicativo entre Bragança Paulista e São Paulo

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Jovem mostra ferimentos após pular de carro em movimento dirigido por motorista. - Foto: Reprodução/TV Globo
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Uma jovem de 28 anos foi vítima de uma tentativa de estupro durante uma corrida de aplicativo na última segunda-feira (14), entre Bragança Paulista, no interior de São Paulo, e São Matheus, na Zona Leste da capital. A polícia busca o motorista do 99 Táxi, acusado de ter desviado o caminho e assediado a passageira.

As informações foram apuradas e noticiadas pelo G1. De acordo com a matéria, a vítima viajava com uma amiga e, após deixar a colega em Guaianases, o motorista começou a fazer elogios e comentários inapropriados. Ele pediu que a jovem se sentasse no banco da frente e fez investidas abusivas, conforme áudios gravados pela própria passageira. Durante o trajeto, o condutor desviou para uma rua deserta em Cidade Tiradentes, onde a jovem conseguiu escapar, ainda que machucada, após cair em um barranco.

Foto: Reprodução/TV Globo

Imagens de câmeras de segurança mostram a vítima ferida buscando ajuda em um condomínio próximo. Enquanto isso, sua amiga, que acompanhava a situação por mensagens de celular, tentou prestar socorro à distância.

A empresa 99 Táxi, por meio de nota, lamentou o ocorrido e informou que o motorista foi bloqueado imediatamente da plataforma. A empresa também afirmou que uma equipe especializada entrou em contato com a passageira, oferecendo suporte médico e psicológico.

Ministério Público investiga Uber e 99 por crimes cometidos por motoristas

Após o caso, o Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil público para investigar as plataformas Uber e 99, visando apurar a conduta das empresas em relação a crimes cometidos por motoristas que prestam serviço por meio de suas plataformas. A investigação busca verificar se as políticas de segurança adotadas por ambas são suficientes para proteger os usuários, especialmente mulheres, crianças, adolescentes e idosos.

A vereadora Silvia Ferraro, da Bancada Feminista do PSOL, acionou a promotoria solicitando a investigação das medidas adotadas pelas empresas para prevenir comportamentos abusivos de seus motoristas. O promotor Marcelo Orlando Mendes deu um prazo de 15 dias para que as empresas detalhem os mecanismos de segurança existentes em suas plataformas e divulguem relatórios sobre denúncias recebidas.

O inquérito também busca esclarecer se funcionalidades como gravação de vídeos e áudios estão disponíveis em todos os veículos parceiros ou apenas em parte da frota, exigindo a apresentação de critérios para essa distribuição.